terça-feira, 28 de outubro de 2008

Amor de Índio



Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo cuidado, meu amor
Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo viver a teu lado
Com o arco da promessa
Do azul pintado pra durar

Abelha fazendo mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for e ser tudo

Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver

No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser tudo

(Beto Guedes - Ronaldo Bastos)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008


Aaahhh sim!!

É da paixão infantil que eu gosto.
Frio na barriga, coração a mil, intensas emoções!

VIVA a infantilidade!!!

sábado, 27 de setembro de 2008


Ah não! ¬¬


É a minha vida!
... MINHA!!!


... e eu sou egoísta...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Anjinho

Não chorem! que não morreu!
Era um anjinho do céu
Que um outro anjinho chamou!
Era uma luz peregrina,
Era uma estrela divina
Que ao firmamento voou!



Pobre criança! dormia:
A beleza reluzia
No carmim da face dela!
Tinha uns olhos que choravam,
Tinha uns risos que encantavam!
Ai meu Deus! era tão bela!



Um anjo d'asas azuis,
Todo vestido de luz,
Sussurrou-lhe um segredo
Os mistérios de outra vida!
E a criança adormecida
Sorria de se ir tão cedo!



Tão cedo! que ainda o mundo
O lábio visguento, imundo,
Lhe não passara na roupa!
Que só o vento do céu
Batia do barco seu
As velas d'ouro da roupa!



Tão cedo! que o vestuário
Levou do anjo solitário
Que velava seu dormir!
Que lhe beijava risonho
E essa florzinha no sonho
Toda orvalhava no abrir!



Não chorem! lembro-me ainda
Como a criança era linda
No frio da facezinha!
Com seus lábios azulados,
Com os seus olhos vidrados
Como de morta andorinha!



Pobrezinho! o que sofreu!
Como convulso tremeu
Na febre dessa agonia!
Nem gemia o anjo lindo,
Só os olhos expandindo
Olhar alguém parecia!



Era um canto de esperança
Que embalava essa criança!
Alguma estrela perdida,
Do céu c'roada donzela,
Toda a chorar-se por ela
Que a chamava doutra vida!



Não chorem, que não morreu!
Que era um anjinho do céu
Que um outro anjinho chamou!
Era uma luz peregrina,
Era uma estrela divina
Que ao firmamento voou!



Era uma alma que dormia
Da noite na ventania,
E que uma fada acordou!
Era uma flor de palmeira
Que um céu d'inverno murchou!



Não chores, abandonada
Pela rosa perfumada!
Tendo no lábio um sorriso
Ela foi-se mergulhar
— Como pérola no mar —
Nos sonhos do paraíso!



Não chores! chora o jardim
Quando murchado o jasmim
Sobre o seio lhe pendeu?
E pranteia a noite bela
Pelo astro, pela donzela
Morta na terra ou no céu?



Choram as flores no afã,
Quando a ave da manhã
Estremece, cai, esfria?
Chora a onda quando vê
A boiar uma irerê
Morta ao sol do meio-dia?



Não chores! que não morreu!
Era um anjinho do céu
Que um outro anjinho chamou!
Era uma luz peregrina,
Era uma estrela divina
Que ao firmamento voou!





Publicado: Poesias de Manuel Antônio Álvares de Azevedo, 1853

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

INFINITO (H. Dobal)

Uma lembrança
guardada pelo sol.
Uma esperança
levada pelo vento.
Um amor, um tremor.
Um tempo limitado
um espaço planejado
uma cidade: um destino uma vida.
Um infinito conhecido.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

SONO

Hoje tive um dia perfeito!

E foi tudo graças ao meu sono. Há dias não durmo tranquilamente, nem o suficiente! Até ontem eu reclamava de fortes dores de cabeça, no corpo além do pior de todos: o cansaço mental.
O "ponto positivo" é que quando estou com sono falo tudo que me passa na cabeça. Falo umas besteiras, uns absurdos... qualquer coisa! Mas foi essencial. Minha mancha, que controlava meus atos, paralisava minhas palavras, perdeu forças. HOJE eu fiz e disse o que queria. Uma marca!


Bom, teve também a dor de cabeça que me salvou de um seminário... (kkkkk...)

Mas também não devo abusar... vou dormir!

Um ano COM Pollyana



É... passou-se um ano...

Um ano inteiro sem a presença constante de nossa amada POLLYANA. Já chega, né? Foi tempo demais!
Um ano sem ouvir aqueles sorrisos, gritos, choros, canções...
Um ano sem aquele abraço apertado, aquelas mãozinhas...
Sem seus cachinhos...
Um ano sem suas piadas, suas brincadeiras...
Quem de nós, depois de conhecê-la, poderia imaginar um ano sem aquele encanto? Nenhum.
Pois estamos aqui. Todos nós! ELA TAMBÉM! Pollyana está aqui, e estará sempre!
Não estávamos enganados: Uma vida sem ela depois de conhecê-la seria impossível.
ESTÁ AQUI! Que nada de “sem a presença constante”!
Pollyana não nos abandonou.
Você pode senti-la em seu coração. Ela com certeza está lá. Imensa! Chega a doer a presença dela... corações tão pequenos para tamanho AMOR...
Agora mesmo você deve estar lembrando de sorrisos, brincadeiras, abraços dela. É que transbordou, não coube no coração e subiu ao cérebro.

Olha ela ai, estão vendo?

Ela está sempre ai, e não duvidem, estará ETERNAMENTE!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

=P

As vezes nossas ATITUDES e omissões nos levam a um ponto que nos deixam encurraladas. As coisas vão acontecendo tão devagar (ou até depressa demais) que nem percebemos. O que se deve fazer (talvez) é aceitar, tentar se adaptar e aproveitar da melhor maneira possível.
Eu sei, não consigo me expressar bem c/ as palavras. (prefiro ler a escrever, ouvir a falar)
A verdade é que estou encurralada e nada mais posso fazer p/ adiar. Sinceramente, nunca tinha me sentido assim. Sempre fui dando um jeitinho, deixando passar, FAZENDO passar, nunca encarando de frente as conseqüências dos meu atos. Covardemente, eu fugia. E ainda fujo de muitas coisas, tenho é medo de perder a irresponsabilidade infantil. Aos POUCOS vou me “corrompendo” com o que vivo/vejo/leio/ouço e acabo perdendo-a. estou envelhecendo (amadurecendo).
É obvio que essa não é a primeira vez que vivi as conseqüências das minhas atitudes (isto acontece o tempo inteiro!), mas é que pela primeira vez fui pega de surpresa.

(...)

Vou aceitar...

Só espero que não me coloquem em uma bandeja!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Uma mancha
Está me consumindo
Controla meus atos
Paralisa minhas palavras
Uma marca

sábado, 26 de julho de 2008

INFINITO

INesperado
IMpulsivo
INconsciente
IMpávido
INtenso

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Imenso AMOR. E dói... meu coração é pequeno.

Intenso AMOR. Me alimenta... faz crescer meu coração.

Eterno AMOR. Que me tranquiliza... com a certeza de que um dia meu coração terá o tamanho do teu, então irei para junto de ti.

!!!!!!!!!

Dá-me, dá-me, dá-me, dá-me, dá-me, dá-me, dá-me, dá-me, dá-me!!!!!!!!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

LUZ

... e de repente

___________________ PAM!______________________


... ilmuminou-me o dia.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Simples...

Um dia perfeito!

"... é tão bom estarmos juntos e tão simples!!!"



Bem juntos!! =D


Simples!!!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Marcas

As vezes a gente precisa fugir das obrigações...
A vida precisa ser vivida. Não se pode deixar p/ depois.


- Tem um horário vago!
- Vamos p/ biblioteca estudar!... Ou vamos sentar na grama em baixo das árvores... Fazer de pequenos instantes grandes momentos...


- ... GRAMA!

sábado, 7 de junho de 2008

ConSTrUçãO


Amou daquela vez
Como se fosse a última
Beijou sua mulher
Como se fosse a última
E cada filho seu
Como se fosse o único
E atravessou a rua
Com seu passo tímido
Subiu a construção
Como se fosse máquina
Ergueu no patamar
Quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo
Num desenho mágico
Seus olhos embotados
De cimento e lágrima
Sentou prá descansar
Como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz
Como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou
Como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou
Como se ouvisse música
E tropeçou no céu
Como se fosse um bêbado
E flutuou no ar
Como se fosse um pássaro
E se acabou no chão
Feito um pacote flácido
Agonizou no meio
Do passeio público
Morreu na contramão
Atrapalhando o tráfego...

Amou daquela vez
Como se fosse o último
Beijou sua mulher
Como se fosse a única
E cada filho seu
Como se fosse o pródigo
E atravessou a rua
Com seu passo bêbado
Subiu a construção
Como se fosse sólido
Ergueu no patamar
Quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo
Num desenho lógico
Seus olhos embotados
De cimento e tráfego
Sentou prá descansar
Como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz
Como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou
Como se fosse máquina
Dançou e gargalhou
Como se fosse o próximo
E tropeçou no céu
Como se ouvisse música
E flutuou no ar
Como se fosse sábado
E se acabou no chão
Feito um pacote tímido
Agonizou no meio
Do passeio náufrago
Morreu na contramão
Atrapalhando o público...

Amou daquela vez
Como se fosse máquina
Beijou sua mulher
Como se fosse lógico
Ergueu no patamar
Quatro paredes flácidas
Sentou prá descansar
Como se fosse um pássaro
E flutuou no ar
Como se fosse um príncipe
E se acabou no chão
Feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão
Atrapalhando o sábado...

Por esse pão prá comer
Por esse chão prá dormir
A certidão prá nascer
E a concessão prá sorrir
Por me deixar respirar
Por me deixar existir
Deus lhe pague!

Pela cachaça de graça
Que a gente tem que engolir
Pela fumaça desgraça
Que a gente tem que tossir
Pelo andaimes pingentes
Que a gente tem que cair
Deus lhe pague!

Pela mulher carpideira
Prá nos louvar e cuspir
E pelas moscas bixeiras
A nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira
Que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague!



Chico Buarque