terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Canção...


A canção tocou na hora errada
E eu que pensei que eu sabia tudo
Mas se é você eu não sei nada
Quando ouvi a canção,
era madrugada
Eu vi você, até sentir tua mão
E achei até que me caia bem como uma luva
Mas veio a chuva e ficou tudo tão desigual

A canção tocou no rádio agora
Mas você não pôde ouvir por causa do temporal
Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

A canção tocou na hora errada
Mas não tem nada não,
Eu até lembrei
Das rosas que dão no inverno

Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

A canção tocou na hora errada
Mas não tem nada não,
Eu até lembrei
Das rosas que dão no inverno

Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

sábado, 15 de dezembro de 2007

Precisamos de Amor


Todos nós precisamos de amor. O amor faz parte da natureza humana - tanto quanto comer, beber, e dormir.
Muitas vezes sentamos diante de um belo pôr-do-sol, completamente sós, e pensamos:
"Nada disto tem importância, porque não posso compartilhar toda esta beleza com alguém."
Nestes momentos, vale a pena perguntar: Quantas vezes nos pediram amor, e nós simplesmente viramos o rosto para o outro lado? Quantas vezes deixamos de nos aproximar de alguém, e dizer, como todas as letras, que estávamos apaixonados?.
Cuidado com a solidão. Ela vicia tanto quanto as drogas mais perigosas.
Se o pôr-do-sol parece não ter mais sentido para você, seja humilde, e parta em busca de amor.
Saiba que - assim como os outros bens expirituais - , quanto mais estiver disposto a dar, mais você receberá em troca.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Sexta - feira



Enfim chegou a tão esperada sexta-feira. Nem ela sabia porque a sexta, mas era nesse dia que suas esperanças renovavam.

O despertador de Clarisse tocava uma hora e meia mais cedo às sextas, tempo suficiente para sua gestação. Imaginava como seria a sua sexta-feira, fazia planos... sonhava... sonhava.

Então o dia ia passando e Clarisse ia percebendo que o que acontecia não era como tinha planejado... não era suficiente! Nada era como ela queria que fosse. E se sentia mal.

À noite, deitada, ela lembrava do dia que poderia ter sido e não foi. E culpa alguém que não está ali.

Mais uma sexta-feira - como todas as outras - passou.
Por mais uma semana Clarisse está morta.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Flauta em mim



Flauta em mim ???
Flauta em mim ... Flauta em mim!!!

sábado, 22 de setembro de 2007

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

SAUDADES!!!!



Hoje tem aniversário. Aniversário, sim! Com todas as pompas e com toda serenidade que nós humanos não podemos ter.
Não é uma festa comum. Não é sequer uma simples lembrança. Não existirá presentes nem velinhas para apagar. Não haverá convidados para o “parabéns pra você“ nem amigos e sorriso desejando mais um dia de vida.
Não. Não é mais preciso desejar um ano de vida. O que se comemora hoje não é um simples aniversário. Comemora-se, sim, os primeiros dias de sua vida no plano espiritual, onde a vida eterna já lhe foi concedida.
POLLY... É ela! Lembram-se? É ela a nossa aniversariante. Gente fina, não? Não, não, por favor, não deixe que o peito se aperte, nem sequer que a mão suba ao rosto. Sorria com o semblante aberto compartilhando com ela a alegria da vida eterna. Vida eterna, presente máximo que nem todos nós temos a certeza de um dia conseguir. Não, por favor, não chore. Junte suas mãos e erga-as aos céus agradecendo a Deus pela felicidade infinita que a ela concedeu.
É meus amigos. A tristeza não nos pode abalar, pois para ela, POLLYANA, a tristeza não existia.
A sua maneira espontânea e amiga estava sempre presente. Nada a entristecia ou magoava. Com seus brinquedos ou bichinhos nos braços, cantando e encantando a quem a observava. Gostava muito da vida. Amava.
Nos dói, às vezes, na lembrança egoísta, pensar que a POLLY partiu cedo, pois todos nós a queríamos sempre ao nosso lado. Quando se lembra que ela tinha apenas 04 anos de idade e à sua frente existiam vislumbrações e planos feitos por ela mesma, sentimos, pois eram infinitos e belos. Ela gostava da vida. POLLYANA realisticamente. Conseguia tirar das experiências passadas para poder projetar e lutar para o futuro. Queria a vida. E conseguia ter vida.
Eu como seu pai e amigo lembro, pela convivência, ter percebido que ela gostaria que a lembrasse, após sua passagem, não com tristeza ou sentimento de perda, mas sim com força, como insumo e fortalecimento para nossos planos de vida. Queria ela que sua lembrança servisse como alimento: Alimento de Alegria, Paz, Amizade e Realidade.
Por tudo isso: parentes e amigos de POLLYANA, como eu, lembrem-se dela, não com tristeza e lágrimas, mas sim vendo-a com o seus brinquedos, sentada numa nuvem branca olhando para nós e dizendo: eu os amo mais do que antes, quando ao lado de vocês estava. Fiquem tranqüilos e saibam que estou muito bem com mamãe e papai do céu.

(Texto: Napoleão Franco)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

SAGRADO CORAÇÃO


É difícil de explicar
De falar de bondade e gratidão
E estas coisas que ninguém gosta de falar

Falam de um lugar
Mas onde é que está?
Onde há virtude e inteligência
E as pessoas são boas e sensíveis
E que a luz no coração
É o que pode me salvar
Mas não acredito nisso
Tento mas é só de vez em quando

Onde está este lugar?
Onde está essa luz?
Se o que vejo é tão triste
E o que fazemos tão errado?

Este lugar pode estar sempre ao seu lado
E a alegria dentro de você
Porque sua vida é luz

Este lugar distante está dentro de você!

terça-feira, 10 de julho de 2007

MONTE CASTELO


Ainda que eu falasse a língua do homens.
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor, é isso o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrario a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem.
Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.